Quando o cliente nos chamou, a frase usada foi exata: "estamos parando demais e não sabemos por quê". Linhas de embalagem de produto alimentício em pó, três correias críticas, paradas para troca a cada 6-8 semanas. O gerente de manutenção tinha tentado três fornecedores antes — todos prometeram solução, nenhum entregou.
O cenário antes da MB entrar
Três correias de PVC liso branco transportavam embalagens primárias entre estações de envase, selagem e paletização. Operação 16 horas por dia, 6 dias por semana. A vida útil de catálogo das correias instaladas era de 18 meses — mas o cliente trocava em média a cada 6-8 semanas.
O sintoma sempre o mesmo: aparecimento de marcas longitudinais na superfície da correia, evoluindo para riscos profundos, acúmulo de pó do produto nesses riscos e — em pouco tempo — contaminação cruzada. A política interna de qualidade exigia troca preventiva assim que o acúmulo era visualmente perceptível.
O custo escondido
Cada troca:
- R$ 1.400 em correia (3 correias × R$ 1.400 = R$ 4.200 por evento)
- 4 horas de parada programada × 3 linhas = 12 horas de produção perdida
- R$ 800 em mão de obra de manutenção
- R$ 6.000 em custo de oportunidade por parada
Custo total por evento: ~R$ 11.000. Eventos por ano: ~8. Total anual: R$ 88.000.
Mais grave que o custo direto: a equipe de manutenção estava ocupada 30% do tempo em retrabalho de correias dessas três linhas — sobrando menos tempo para preventiva no resto da planta.
Como começamos: diagnóstico físico
Em vez de propor solução imediata, mandamos equipe para visita técnica de meio dia. Três pontos foram analisados:
1. A correia que estava lá
PVC alimentício branco, espessura 2 mm, superfície lisa. Material adequado para a aplicação em termos de composto. Mas — e aqui foi o achado central — a superfície lisa era inadequada para o tipo de produto. O pó da embalagem (produto fino, levemente abrasivo) ficava em contato direto com a superfície e fazia desgaste por microabrasão contínua.
2. O processo de carga e o produto real
O produto não era o que o catálogo descrevia. Tratava-se de um pó mais abrasivo do que a equipe original havia considerado. Em testes simples (densidade, friabilidade, escala Mohs do componente principal), o material classificava acima do limite de PVC liso comum.
3. O ambiente
Temperatura controlada — sem problema. Limpeza com solução alcalina forte 3× por semana — borderline aceitável para o composto, contribuindo para o desgaste. Esta não era a causa principal mas acelerava o sintoma.
O que mudamos
A solução não foi nada exótica. Três mudanças simultâneas:
Mudança 1: correia perfilada em vez de lisa
Substituímos as três correias por PVC alimentício com perfil corrugado fino. O perfil criou micro-canais que tiraram o contato direto entre o pó e a superfície de tração — o produto passa por cima do perfil sem fazer abrasão contínua na cobertura.
Custo unitário: 20% maior. Vida útil prevista: 4× maior (estimativa baseada em casos similares na nossa carteira).
Mudança 2: ciclo de raspador ajustado
O raspador estava bem dimensionado mas com cronograma de troca de lâmina muito espaçado. Reduzimos o intervalo de troca da lâmina para metade do anterior — gasto mensal pequeno, impacto grande no acúmulo de pó no retorno.
Mudança 3: protocolo de limpeza menos agressivo
Trabalhamos com o QA do cliente para validar uma solução de limpeza alternativa, com pH mais próximo do neutro, igualmente eficaz contra o produto e menos agressiva ao composto PVC. Aprovado em 3 semanas de testes.
Sua linha também tem paradas que ninguém explica?
Visita técnica de diagnóstico em Campinas e região sem custo. Identificamos a causa raiz antes de propor solução comercial.
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Medimos antes e depois com o mesmo critério usado pelo cliente: número de paradas por mês para troca ou correção de correia nas três linhas.
| Indicador | Antes (média 6 meses) | Depois (90 dias) | Variação |
|---|---|---|---|
| Paradas por mês para correia | 4,3 | 1,7 | -60% |
| Horas de parada / mês | 15,5 h | 9,3 h | -40% |
| Troca de correia / mês | 0,75 | 0,18 | -76% |
| Custo direto / mês | R$ 7.300 | R$ 2.100 | -71% |
| Custo oportunidade / mês | R$ 11.250 | R$ 6.750 | -40% |
| Custo total / mês | R$ 18.550 | R$ 8.850 | -52% |
Saving anualizado projetado: R$ 116.000. Investimento na intervenção (3 correias + ajuste de raspador + horas de engenharia): R$ 8.500. Payback: 26 dias.
Eu sabia que estávamos perdendo dinheiro, mas não imaginava o tamanho. O mais frustrante é que tínhamos trocado o fornecedor da correia três vezes antes — todos os três aceitaram especificar lisa porque era o que pedimos. A MB foi a primeira a questionar a especificação. Gerente de Manutenção, cliente do case
O que esse case ensina
Lição 1 — A especificação que está lá pode estar errada
Em quase 4 anos vendendo correia, ninguém tinha questionado se PVC liso era a escolha certa. Foi tratado como "padrão da indústria alimentícia", o que é verdade — só não é o padrão certo para esse produto específico. A pergunta "por que essa correia, e não outra?" deveria ser feita em cada renovação.
Lição 2 — Trocar fornecedor sem diagnóstico não resolve
O cliente já tinha tentado três fornecedores. Todos venderam correia idêntica em especificação, só com marca diferente. O problema não era a marca da correia — era a especificação. Trocar fornecedor sem mudar especificação só desloca o problema.
Lição 3 — O custo escondido domina o cálculo
Olhando só o custo da correia em si (R$ 1.400 × 3 = R$ 4.200), uma correia 20% mais cara parece desperdício. Mas quando se soma parada + mão de obra + custo de oportunidade, a correia "cara" pagava-se em menos de 30 dias.
Lição 4 — Diagnóstico antes de proposta
Foi a visita técnica que abriu o caso. Sem ela, teríamos vendido a mesma correia que os fornecedores anteriores e seríamos descartados em 8 semanas como os outros. Diagnosticar custa um período de quatro horas. Trocar correia errada custa um ano.
Se você está vivendo essa mesma história
Os sintomas são reconhecíveis. Se você troca correia mais frequentemente do que o catálogo prevê, ou se você já trocou de fornecedor e o problema voltou, há grande chance de que a especificação esteja errada — não a marca.
Nosso processo padrão começa com visita técnica em Campinas e região. Coletamos amostra do produto, medimos vida útil real, analisamos sistema de raspador e protocolo de limpeza. Em 5 dias úteis devolvemos um relatório com diagnóstico e proposta. Se a solução couber no nosso portfólio, ofertamos. Se não couber, apontamos para o caminho mesmo assim.
Fale com nossa equipe pelo formulário, WhatsApp ou (19) 3227-4802. Resposta em até 2 horas úteis.

